sexta-feira, 12 de setembro de 2008

PhD em Vida.

- Olá Doutor! Vim me consultar... Estou com uma tremenda enxaqueca, a carcaça carrega a trapaça e a dor de cabeça está ali, em cima de sua mesa. Esta também tem perguntas a lhe fazer. Fora a dor de dente, e não é cárie não, é nervoso. Escovo os dentes seis vezes ao dia e quebro todas as escovas. Mordo com força, arranco as cerdas macias, não sei se estou certa...Vim suplicar sua ajuda, buscar aconchego e algumas receitas.

- Ora, pois estás fraca, feito uma pluma em meio a avenida. Onde está sua vida? Caíste por quê? Não tens vontades de levantar-te? Tens força? Até onde vais? Até onde lutas? Tu te igualas ao resto dos meus pacientes, aos senhores, ao clero, ao lero... Eu, formado que sou, qualificado que sempre fui e referência que me tornareis, digo que me decepcionaste!

- Mas Doutor, é só uma enxaqueca. Receite um doril e eu prometo que seguirei em direção à porta de saída (e de entrada) para não mais voltar.

- Ó moça, por que tão frágil? Deixarás que uma pequena pedra desvie seu caminho? Não pensei que fosses assim, digo que me decepcionaste!

- Mas... mas... Doutor...



Um comentário:

Mauricio disse...

egoísmo e cobrança desnecessária