segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Lama e lamúria.

Eu devia deixar macio o meu travesseiro, e deitar sem armar berreiro
Eu devia jogar fora o ursinho de pelúcia sujo de poeira e lavado de lembranças
Eu devia olhar pra frente e conseguir fazer diferente.

Mas é quase sempre do mesmo jeito.
Eu luto e sangro, só pra ver surgir o efeito.

E então prometi,
prometi seguir sem cair.

Só falta achar o corrimão da escada sem perdão
Só falta um pouco de ar pra respirar
Água pra hidratar
Tinta pra me pintar.

Só falta lua, só falta sono.

Só falta.

O que eu tenho?
A noite escura.

A noite cura?

4 comentários:

Mauricio disse...

A noite piora tudo.

Tiago Faller disse...

A noite traz à tona feridas que são curadas no amanhecer.

Novamente, um belo post! =)

Anderson disse...

Me identifiquei com o texto!
menos com a parte afeminada é claro, por exemplo do ursinho hehe
mas gostei!

beijos

Celo Aglio disse...

A noite nos deixa com mais coragem de engolir seco e arrotar azedo.
Metaforicamente falando, claro.

Gostei do poema.