sexta-feira, 10 de julho de 2009

Já não diz coisa com coisa... E toda aquela coisa de coerência textual, foi embora no seu palco quebrado.
Cadê sua arte?
Depois de muito pecar sem poder ver, e não querer o confessar, ora, vergonha do padre é que não era, porque padre era pedra, logo ali no seu chuveiro se banhava, deixava de viver a vida só pra te ouvir.
Mas só ouviu você partir.
Cadê sua arte?
Porque pecar da cena ao encarte, sem nem ousar perguntar pra onde ia todo o dia, depois que sol dormia, traçava as estrelas no céu do quarto, nascia, todavia, após o parto, ligava pra churrascaria e pedia batata frita, farofa e feijão, uma coca de 2 litros e comia sozinho, deitava sozinho. Bagunçava os lençóis pra ficar mais quentinho e escrevia rente ao chão, rabiscava o rodapé com caneta bic vermelha de tampa mordida. Dois nomes, um coração e uma ferida.
Algema a si mesmo no marasmo, no descaso e no torresmo que tá embaixo da sua lama.
Cadê sua arte?
Se escondeu de tanto que você se partia e parte.
E a mim não engana.


Não mais.
Sem você no seu lado da cama meu mundo gira em paz.

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